terça-feira, 30 de dezembro de 2014

COMO INVESTIR 05 - 5 passos para investir nos seus sonhos

Cinco passos para investir nos seus sonhos

Fábio Gallo - Economia & Negócios
09 Outubro 2014 | 09h 53

Definidos os seus objetivos, saiba como chegar lá

Investir e ficar rico é o sonho de boa parte das pessoas. Mas, isto não é possível do dia para a noite. Quem investe não tem ilusões sobre ficar rico da noite para o dia. Esse é o tema deste nono artigo da série "Como Investir".
Mas o que significa investir? Significa acumular recursos inteligentemente para poder consumir com prazer, estar preparado para emergências e se resguardar para o futuro.
Reuters
Investir significa sacrifício, mas todo esforço pode ser recompensado

Existem muitos motivos para investir seu dinheiro, como: mandar seu filho a uma boa escola, comprar uma casa própria, um presente para uma ocasião especial, trocar de carro e vários outros. Mas, em essência investimos para conquistar os nossos sonhos. Veja abaixo cinco passos para alcançar seus objetivos:
1º passo: ter disciplina
Investir é um ato de sacrifício. Afinal, estamos sacrificando o consumo imediato com a perspectiva de ganhos futuros e, assim, atingirmos um nível superior de bem estar nas nossas vidas. Em outros termos, buscando atingir os nossos sonhos.
Quando se está investindo com um objetivo final bem determinado, por exemplo, na aposentadoria, você deve ser disciplinado em seus investimentos. Se há a programação de aplicar certa quantia por mês, você deve fazer o depósito de forma religiosa.
2º passo: planejar
Planejamos a nossa vida mesmo que não percebamos que estamos fazendo isso. No dia-a-dia estamos pensando em que dia começam as férias, para onde vamos, de quanto vamos poder dispor.
Nós fazemos planos para diversos aspectos e momentos da vida. A pergunta importante aqui é: por que não elaborar um bom plano de nossas finanças?
Um plano financeiro pode vir a ser uma força extremamente positiva que vai ajudarmos e à nossa família a atingir nossos maiores sonhos.
Um plano financeiro bem preparado ajuda a: (1) viver com os próprios recursos; (2) identificar nossas prioridades financeiras; (3) utilizar adequadamente os recursos para cobrir as despesas; (4) estar pronto para as emergências e reduzir o uso de crédito; (5) reduzir conflitos e incertezas sobre dinheiro; (6) tornar-nos independentes e com controle sobre nossas finanças; e (7) poupar e investir para atingir os nossos objetivos.
3º passo: conhecer investimentos
Este passo é essencial porque quanto mais você conhecer sobre os diversos tipos de investimentos mais segurança terá e maior retorno você vai conseguir em suas aplicações. Assim, mais facilmente conquistará os seus sonhos.
Recorrendo à ajuda de um profissional ou mesmo decidindo realizar sozinho os seus investimentos, você tem direitos e deve exercê-los plenamente.
Conheça bem o investimento que você está planejando; as características e a operação do investimento; o mercado; os participantes do mercado; o profissional que gere seu fundo; os impostos incidentes; e as taxas e demais custos.
Mantenha-se informado sobre suas aplicações. Exija informações sobre a instituição que está fazendo as aplicações e sobre a empresa em que você pretende investir.
Na hora de aplicar, não deixe de questionar sobre todas as oportunidades que lhe possam oferecer - num mesmo capital e horizonte de investimento existem várias possibilidades diferentes.
4º passo: saber da relação risco/retorno
Alguns fatores têm de ser analisados em profundidade quando você vai decidir onde investir seu dinheiro. Os primeiros são risco e retorno, que têm uma relação muito estreita com a característica do investimento e também com o tempo e o momento da aplicação.
Retorno:
Uma máxima sempre ouvida na área de investimentos é “ao maior risco corresponde o maior retorno”. Parece óbvio: se eu quero ganhar mais, devo correr um risco maior. Mas não é assim tão simples.
O fato é que pouca gente se recorda da frase completa, em que a palavra “esperado” é o segredo da diferença: Ao maior risco corresponde o maior retorno esperado.
Risco:
A tolerância ao risco é outro dos componentes que ajudam a definir a escolha do investimento. Cada pessoa tem um grau de tolerância. Algumas gostam de correr algum grau de risco; outras não querem nem pensar nisso.
Há aquelas que sofrem muito com uma perda financeira; outras simplesmente olham para a frente e recomeçam.
5º passo: estabelecer objetivos
Alguém levanta de manhã e pega uma estrada sem motivo algum? Não. Quem pega uma estrada é porque quer chegar a algum lugar, alguma cidade. Da mesma maneira agimos em relação aos nossos investimentos.
O objetivo deve ser quantificado e datado. Em outros termos, ao estabelecer um objetivo você deve dizer quanto dinheiro vai ser preciso e qual o prazo deverá ser atingindo.
Duas facetas do objetivo passam a interessar: quando você precisará do dinheiro; qual a importância dessa aplicação para a consecução do objetivo.
Digamos que o objetivo seja comprar um apartamento maior, pois sua família acabou de aumentar. Você acha que a família ainda pode viver no apartamento atual por mais dois anos.
Depois disso, o espaço realmente será pequeno. Como hoje você não tem investimento algum, a partir do próximo mês vai começar a poupar, esperando ter em quatro anos o suficiente para fazer a troca. O sucesso desse investimento é crucial para atingir o objetivo de mudar de casa. Você vai precisar desse dinheiro num futuro não muito distante e determinado.
Estabeleça metas.
Para facilitar a obtenção de um objetivo é muito importante estabelecer pontos intermediários a serem atingidos. Por exemplo, digamos que seu objetivo seja comprar uma casa própria que custa R$ 500 mil daqui a cinco anos. As metas podem ser:
a) Ao final do 1º ano ter aplicado: R$100 mil
b) Ao final do 2º ano ter aplicado: R$200 mil mais o rendimento
c) Ao final do 3º ano ter aplicado: R$300 mil mais o rendimento
d) Ao final do 4º ano ter aplicado: R$400 mil mais o rendimento
e) Ao final do 5º ano ter aplicado: o restante para atingir o objetivo.
Investir significa sacrifício, mas para conquistarmos os nossos sonhos todo esforço é recompensado.


COMO INVESTIR 04 - como investir em ações em 5 passos

Como investir em ações em cinco passos

Fábio Gallo - O Estado de S. Paulo
01 Outubro 2014 | 07h 00

Investimento em bolsa possui mais riscos, mas os retornos podem compensar

Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
Mesa de operações da BM&F Bovespa
O terceiro artigo da série "Como investir", sobre os primeiros passos para quem deseja começar a investir, é dedicado ao mercado de ações, um mecanismo que possui mais riscos, mas pode compensar pelo retorno.
Na segunda-feira, 29, o portal Economia & Negócios do Estado iniciou uma série de artigos sobre como começar a investir. O primeiro tema foi o investimento em renda fixa e o segundo, Tesouro Direto.
Diariamente, nas próximas três semanas, o internauta interessado a começar a guardar algum dinheiro para planejar o seu futuro terá informações sobre diferentes modalidades de investimentos. Os artigos foram preparados pelo consultor de finanças pessoais, colunista do Estado e da Rádio Estadão e professor de finanças da FGV, Fábio Gallo.
1º passo: Saber o que é uma ação
São títulos que representam o valor da fração em que é dividido o capital social de uma empresa. Por isso as empresas que emitem ações são denominadas Sociedade por Ações. O investidor em ações (acionista) é sócio da empresa e participa de todos os seus resultados, bons ou ruins.
Quais são os tipos de ação?
a) ordinárias: dão direito a voto nas decisões e participação nos lucros.
B) preferenciais: em geral, não dão direito a voto. O acionista tem prioridade no recebimento de dividendos, às vezes em porcentual maior que o recebido nas ordinárias.
Na Bolsa de Valores as ações também são conhecidas como:
A) Blue chips ou de 1ª linha: são as ações de grande liquidez, aquelas mais procuradas pelos investidores. São, em geral, as ações de grandes empresas, que têm excelente reputação no mercado.
B) 2ª linha: são as ações de menor liquidez, de empresas boas, mas com risco superior ao das blue chips.
C) 3ª linha: ações de pouca liquidez e grande nível de risco.
2º passo: Como ganhar dinheiro com ações?
Você pode ganhar de duas maneiras ao aplicar em ações:
a) Dividendos - Participação nos lucros obtidos pela empresa;
b) Ganho de Capital - A diferença entre o preço de compra e de venda.
3º Passo: Como investir em ações?
Muitos gurus de mercado sempre citam uma máxima quando o assunto é investimento em ações: "Comprar na baixa e vender na alta".
Mas não é simples saber quando é a baixa e quando é a alta. O momento exato de comprar ou vender uma ação é muito difícil de ser encontrado, mesmo para os especialistas.
Para decidir-se sobre quais ações comprar você deve analisar sua perspectiva sobre o investimento que está sendo realizado, ou seja, qual a sua intenção e horizonte de tempo com relação ao investimento em ações.
Se a sua perspectiva for de longo prazo e o seu interesse seja obter um fluxo constante de recebimentos, como dividendos, o mais indicado costuma ser a ação preferencial.
Por outro lado, a ação ordinária é mais indicada quando o objetivo do investimento é o de obtenção de ganhos de capital, ou seja, obter retorno advindo da valorização da ação para realizar ganhos na venda.
O mais importante é entender que quem compra uma ação vai ganhar ou perder conforme o desempenho futuro da empresa. Logo, está comprando “expectativas” e não o seu desempenho passado. O que a ação realizou de ganhos no passado pode não se repetir.
Uma pergunta muito importante que deve ser feita quando do investimento em ações é: devo investir o meu dinheiro em ações de forma direta ou fazê-lo por meio de um fundo de ações?
O investimento direto depende do nível de conhecimento, disponibilidade, grau de riqueza e até mesmo sorte do investidor.
Quando comprar: o mais adequado é estabelecer uma estratégia e comprar as ações dentro do estabelecido. Por exemplo: comprar ações de empresas com visão de longo prazo e não se deixar levar por momentos de euforia de mercado.
Quando vender: uma estratégia interessante para poder aproveitar bem as oportunidades é lançar mão da ordem do Stop. Este tipo de estratégia permite aproveitar os possíveis ganhos e estabelecer um patamar máximo de perda em determinada ação.
Por exemplo: uma ação comprada por R$ 100 pode ser estabelecido que o limite de perda seria de 5%. Assim, podemos dar a ordem de Stop ao seu corretor para que ele venda a ação, sem consultá-lo, quando o preço dela atingir R$ 95.
No caso de alta de preços, a ordem de Stop poderá ser alterada para um valor mais alto. Sendo que a ordem pode ser alterada para cima conforme os preços da ação forem subindo. Assim, a ação será vendida rapidamente quando o preço cair e os ganhos serão realizados enquanto seu preço estiver em alta. Este é o segredo para aumentar os ganhos e diminuir os prejuízos.
4º passo: Diversificar
Diversificação significa investir em ações de várias empresas de setores distintos de maneira a ser obtido o retorno médio ponderado com grau de risco relativamente menor.
Uma carteira para ser dita bem diversificada precisa ter um mínimo de ações. Alguns estudos mostram que devemos ter, no mínimo, 15 ações na carteira.
5º Passo: Quais os custos e tributos?
Quando se negocia ações, devem-se considerar alguns custos:
a) Corretagem
É a taxa cobrada pelas corretoras para realizar a compra ou venda de ações. Seu valor é livre. Vale a pena a pesquisa entre as corretoras, mas considere que na compra de ações através da internet esse valor tende a ser bem menor.
b) Custódia
O valor cobrado pelas instituições pelo serviço prestado para a guarda de títulos e de administração do exercício de direitos, tais como dividendos, bonificações, subscrições, etc.
c) Outros
São alguns valores cobrados pela BM&FBOVESPA para a realização de negócios em seu ambiente. As pessoas físicas e demais investidores tem como custos:
Emolumentos: 0,0050%
Liquidação: 0,0275%
Total: 0,0325%
d) Tributação do investimento em ações
Isenções: São isentos do imposto de renda os ganhos líquidos realizados por pessoa física em operações efetuadas com ações, no mercado à vista de bolsas de valores, se o total das alienações realizadas no mês não exceder a R$ 20.000,00.
Como calcular o imposto: é devido sobre o ganho líquido apurado mês a mês nas operações realizadas.




COMO INVESTIR 03 - 5 passos para aplicar em fundos de investimento

Cinco passos para aplicar em fundos de investimento

FÁBIO GALLO - O Estado de S. Paulo
03 Outubro 2014 | 07h 37

Entenda as diferenças entre as modalidades vendidas no mercado

O quinto artigo da série "Como investir", sobre os primeiros passos para quem deseja começar a aplicar seu dinheiro, é dedicado aos fundos de investimento.
Diariamente, nas próximas três semanas, o leitor interessado a começar a guardar algum dinheiro para planejar o seu futuro terá informações sobre diferentes tipos de investimentos.
Os artigos foram preparados pelo consultor de finanças pessoais, colunista do Estado e da Rádio Estadão e professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fábio Gallo.
Ganho ou prejuízo do investidor se dá pela diferença entre a compra e venda das cotas
1º Passo: o que é um fundo de investimento?
De uma forma simples, um fundo de investimento é um condomínio de pessoas que se reúnem para investir juntos, com receitas e despesas divididas. O ganho ou prejuízo do investidor se dá pela diferença entre a compra e venda das cotas. São associações de investidores organizadas por uma instituição financeira ou por um administrador de recursos e geridas por profissionais de mercado para aplicação em títulos e valores mobiliários e quaisquer outros ativos disponíveis no mercado financeiro e de capitais.
Basicamente há dois tipos de fundos de investimentos em relação a forma de acesso. São eles:
1) Fundos abertos: As cotas não tem data de vencimento, assim os investidores podem solicitar aplicação e resgate de cotas durante a sua vigência.
2) Fundos fechados: Destacam-se pela existência de data de vencimento. O resgate somente será possível no término do prazo de duração do fundo, podem ocorrer amortizações esporádicas durante a vigência.
São fundos e planos de especialmente voltados para àqueles que pretendem investir, mas não tem tempo e/ou conhecimento suficiente para investir diretamente em títulos de renda fixa, ações ou outros ativos financeiros.
Saber realizar investimentos por meio de fundos traz algumas vantagens, principalmente para o pequeno investidor, como gestão profissional; ganhos de escala; diversificação de risco; redução de custos; acesso mais fácil; e flexibilidade.
2º Passo: Como escolher em qual fundo investir?                  
Quando da escolha de um fundo mútuo de investimento, você deve considerar certos  fatores importantes.
Desempenho: Lembre-se sempre de levar em consideração a relação risco/retorno, ou seja, a rentabilidade face ao risco. Portanto, tenha toda a cautela com ofertas de fundos que trazem informação somente de sua rentabilidade, sem mencionar o risco daquele investimento.
Uma das medidas de avaliação de fundos mais conhecidas é o índice Sharpe, que procura verificar o desempenho do fundo comparando a relação entre risco e retorno. Usualmente é estabelecida uma taxa mínima de referência, como exemplo a taxa do CDI. Quanto maior o índice Sharpe, maior será a eficiência desse fundo em relação ao risco assumido.
Outra maneira adequada para sua análise é consultar os dados dos rankings da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), revistas especializadas, entre outros.
Gestão da carteira: Você deve estar ciente de qual é a prática de administração de ativos do gestor do fundo analisado. Em outros termos, quais os ativos em que o fundo investe. Isto para que você fique ciente do o risco a que estará sujeito.
Alavancagem: Um fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade de perda superior ao patrimônio do fundo. O regulamento do fundo determina qual o limite de alavancagem, ou seja, se o fundo pode assumir endividamento na busca de maior rentabilidade. Existem casos de alavancagem maior que o patrimônio do fundo, por exemplo, 300%. Isso significa que o investidor pode perder toda a aplicação e ainda ter de despender recursos equivalentes a duas vezes o montante aplicado inicialmente, para cobrir os prejuízos. Quanto mais alavancado estiver o fundo, maior será seu nível de risco.
Prospecto de venda: Documento explicativo do funcionamento do fundo.
Regulamento: O investidor tem o direito de receber o regulamento do fundo que contém as normas, os direitos e os deveres das partes.
3º Passo: Classificação dos fundos de Investimentos 
Curto Prazo: Fundos que buscam retorno através de investimentos em títulos indexados à CDI/Selic ou em papéis prefixados, de emissão do Tesouro Nacional (TN); e com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.
Referenciados: Fundos que objetivam investir, no mínimo, 95% do valor de sua carteira em títulos ou operações que busquem acompanhar as variações do CDI ou Selic.
Renda Fixa: Investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros e de índice de preços do mercado doméstico.
Multimercados: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), definindo as estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos, atuando de forma direcional.
Investimento no Exterior: Fundos que têm como objetivo investir preponderantemente em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União.
Ações: Fundos que investem em ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos de ações, cotas dos fundos de índice de ações, Brazilian Depositary Receipts (BDR), índices (Ibovespa IBrX) ou ações setoriais.
Cambial: Fundos que aplicam pelo menos 80% de sua carteira em ativos - de qualquer espectro de risco de crédito - relacionados à moeda norte-americana ou à europeia.
Previdência: Classificam-se nesta categoria os FAPIs e fundos exclusivos dedicados a receber recursos de reserva técnica dos planos de previdência aberta.
Imobiliário ? são fundos dedicados a investir em empreendimentos imobiliários, tais como shopping centers, edifícios comerciais, centros de distribuição. No entanto, este tipo de fundo é fechado, assim  o investidor que queira vender suas cotas deve negociá-las no mercado secundário. Em outros termos, vender as cotas para outros investidores ou em pregão da BM&FBovespa.
4º Passo: Risco do investimento em fundo
Os fundos apresentam basicamente os mesmos tipos de risco de qualquer outro tipo de investimento.
Risco de Mercado: É o risco de mudança de preços, mesmo no caso de renda fixa em virtude da mudança de taxa de juros.
Risco de Crédito: É a possibilidade do emissor do título pertencente a carteira não pagar.
Uma característica importante de ser conhecida é que cada fundo de investimento tem o seu próprio CNPJ. Dessa forma a instituição administradora por quebrar que o fundo continua pertencendo aos cotistas.
5º Passo: Quais os custos e tributos?
Quando se negocia ações, devem-se considerar alguns custos:
A) Taxas
Taxa de Administração: É a taxa cobrada a titulo de remuneração pelo trabalho executado pelo administrador do fundo. A taxa é para  cobrir os custos de gestão e todas as despesas operacionais do fundo de investimento.
O valor da taxa de administração varia muito de um fundo de investimento para o outro e é cobrada como um porcentual fixo anual sobre o valor total investido.
As taxas mais baixas usualmente são aquelas de fundos que tem valor inicial de aplicação mais altos.
É importante o investidor pesquisar as alternativas existentes nas diversas instituições. A informação sobre o valor a taxa de administração consta  do regulamento do fundo de investimento.
Taxa de Performance: Trata-se de um percentual fixo que é cobrado quando a rentabilidade do fundo ultrapasse um indicador que serve de referência do desempenho (benchmark).
O indicador é previamente estabelecido e cobrado periodicamente.
A cobrança dessa taxa é comum em fundos de investimento que investem em renda variável ou em outros ativos de maior risco.
Apesar de não haver comprovação de que os fundos de investimento que cobram taxa de performance sejam mais bem-sucedidos do que aqueles que não cobram, esta taxa acaba sendo um incentivo à busca de melhores resultados.
Taxa de Entrada e Taxa de Saída: Algumas entidades cobram ainda um terceiro ou quarto tipo de taxa: taxa de entrada (ingresso) e/ou taxa de saída (resgate) do investimento.
Esses fundos buscam "penalizar" o cotista que queira sair em curto prazo do fundo. Assim, incentivando o investidor a permanecer com o seu investimento por um prazo mais longo.
Exemplo de cobrança de taxa de performance: um fundo com taxa de performance de 20% quando a rentabilidade ultrapassar o CDI. Assim, 80% do excedentes fica com o investidor e o gestor com 20%.
Rendimento do fundo no ano: 14%.
Variação do CDI no ano: 10%.
Excedente que incidirá a performance: 4%.
Taxa de performance ou remuneração "extra" que será paga: 0,8%.
Pesquisar  e comparar entre as opções disponíveis é que exige tempo e disposição, mas é algo que o investidor deve fazer e a Anbima mantém estatísticas e um portal exclusivo, o Como Investir, que pode ajuda-lo nessa busca de uma melhor alternativa.
B) Imposto de Renda
A alíquota de imposto de renda varia de acordo com o tipo de fundo de investimento e incide sobre o total de rendimento das aplicações.
Fundos de Ações: Alíquota de IR é seguindo a tabela de ações de 15% incide sobre o total da rentabilidade.
Fundos de investimento em Renda Fixa: O imposto é retido na fonte, nos meses de maio e novembro.
Em vez do valor da cota ser reduzido o fundo diminui o número de cotas do investidor. Isto que é conhecido como "come cotas".
A tabela de IR segue a mesma tabela dos títulos de renda fixa:
A) 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
B) 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
C) 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
D) 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

COMO INVESTIR 02 - Como investir em renda fixa

Como investir na renda fixa em cinco passos

Fábio Gallo - O Estado de S. Paulo
29 Setembro 2014 | 07h 42

Acompanhe a partir de hoje a série de artigos preparados pelo professor da FGV e colunista do Estadão, Fábio Gallo, sobre como começar a investir para garantir um futuro mais tranqüilo


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"Poupar é o melhor caminho para garantir um futuro mais tranquilo, com segurança para enfrentar eventualidades e maiores chances de realizar sonhos e ser feliz", diz o consultor Fábio Gallo
O portal de Economia & Negócios do Estadão inicia hoje uma série de artigos sobre como começar a investir. Diariamente, nas próximas três semanas, o leitor interessado a começar a guardar algum dinheiro para planejar o seu futuro terá informações sobre diferentes modalidades de investimentos. Os artigos foram preparados pelo consultor de finanças pessoais, colunista do Estadão e da Rádio Estadão e professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fábio Gallo.
Segundo ele, qualquer que seja a escolha, o importante é começar. "Poupar é o melhor caminho para garantir um futuro mais tranquilo, com segurança para enfrentar eventualidades e maiores chances de realizar sonhos e ser feliz". Acompanhe a série que começa hoje com a renda fixa, categoria de investimentos que inclui a caderneta de poupança, forma de aplicação financeira mais popular entre os brasileiros.
1º Passo: Saber o que é um título de renda fixa
É uma aplicação financeira que promete devolver o principal investido mais juros do período em que o dinheiro ficou depositado. Em outros termos, a aplicação de recursos poupados em renda fixa significa que o investidor tem o direito de receber de volta o dinheiro aplicado acrescido de juros, como forma de remuneração pelo capital emprestado.
Exemplos de títulos de renda fixa: Certificado de Depósito Bancário (CDB), caderneta de poupança, Tesouro Direto, Letras de Crédito Imobiliário, etc.
2º Passo: Saber que você pode aplicar com prazo fixo ou indeterminado
Os títulos podem ser de prazo fixo ou indeterminado quanto a seu tempo de duração e data para o resgate.
a) Prazo Fixo: CDBs ou letras de câmbio são exemplos de títulos que o dia de resgate é determinado, portanto há um prazo de vencimento. Podendo ser de: curto prazo (até 2 anos), médio prazo (de 2 a 5 anos) ou longo prazo (acima de 5 anos).
b) Prazo indeterminado: caderneta de poupança não tem prazo de vencimento. Enquanto você não resgatar a sua caderneta de poupança ela poderá continuar recebendo depósitos e rendendo juros.
3º Passo: Como é a correção do dinheiro aplicado em título de renda fixa
Os títulos podem ser do tipo prefixado ou pós-fixado. Um título prefixado é aquele que você logo de partida sabe quanto será o rendimento. Exemplo: um CDB que promete pagar 2% ao mês. Você sabe que investindo R$ 100 após um mês haverá o rendimento de R$ 2.
Por outro lado, um "papel" que promete, por exemplo, Taxa Referencial (TR) mais 0,5% - como a caderneta de poupança, é um título pós-fixado.
Os títulos de renda fixa podem ser subdivididos em dois grupos: os ativos financeiros de emissão pública e os de emissão privada. Veja a seguir quais são as características de cada um deles.
4º Passo: Títulos Públicos
Os títulos de renda fixa no geral seguem a tabela abaixo. Eles são tributados, ou seja, o investidor precisa pagar um imposto sobre o ganho. O imposto é cobrado quando é feito o resgate final ou quando ocorre uma liquidação antecipada.
Atenção: a Caderneta de Poupança, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são isentas de Imposto de Renda para as pessoas físicas.
Nos investimentos de prazo inferior a 30 dias incide Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Prazo de aplicação e alíquota de Imposto de Renda:
Até 180 dias: 22,5%
De 181 dias até 360 dias: 20,0%
De 361 dias até 720 dias: 17,5%
Acima de 721 dias 15,0%
5º Passo: Principais títulos privados encontrados no mercado brasileiro
Há vários títulos de renda fixa de emissão privada, tanto prefixados quanto pós-fixados.
a) Caderneta de Poupança
Aplicação de prazo indeterminado que não tem custo algum e é isenta de Imposto de Renda. Oferece como rendimento ao investidor uma parte fixa de juros, mais a variação da Taxa Referencial de Juros (TR).
A regra de remuneração da Caderneta de Poupança desde maio de 2012 é a seguinte: depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR) quando a taxa Selic (a taxa básica de juros) for maior ou igual a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente (hoje, a Selic está em 11%). Quando a Selic cai abaixo de 8,5%, o rendimento é igual a 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR).
A vantagem da poupança é que ela não tem custos de operação e nem tem incidência de Imposto de Renda. Além disso, recebe garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso significa que o banco pode quebrar e mesmo assim você receberá o seu dinheiro de volta. Ta,bém é muito fácil aplicar na poupança. Tão fácil como fazer um depósito comum na sua conta bancária.
b) Certificado de Depósito Bancário (CDB)
O CDB é uma espécie de depósito a prazo fixo em bancos que oferecem rendimento. É um título de renda fixa com prazo predeterminado cuja rentabilidade é definida no ato da negociação, podendo ser prefixada ou pós-fixada.
Não tem custos de operação, mas há incidência de Imposto de Renda conforme tabela da renda fixa. Tem garantia de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Hoje a maioria das operações é pós-fixada, sendo feita com base no Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O negócio é fechado com base em certa porcentagem da variação do CDI do período de aplicação.
Exemplo: o banco promete 80% do CDI. Assim, o rendimento dependerá da variação do CDI desse período.
O CDB prefixado informa ao investidor, no ato da aplicação, quanto irá render no seu vencimento. Por outro lado, no CDB pós-fixado os rendimentos são formados por dois componentes: o primeiro é uma taxa de juros pactuada e o segundo componente um índice de preços ou de juros de mercado, temos como exemplo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), Taxa Referencial (TR), etc.
A instituição financeira capta recursos por meio desses títulos para atender suas demandas de crédito. O CDB é um título endossável, o que significa que pode ser transferido para outro investidor. Deve ser emitido nominativo ao seu respectivo depositante e na forma escritural, deve ser custodiado na Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos).
A negociação antes do vencimento pode ocorrer e o preço de recompra é estabelecido pelas condições de mercado no momento da transação. Na aplicação em CDB há incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte sobre o ganho bruto, sendo o seu cálculo realizado com base em tabela regressiva. A identificação do detentor destes títulos é obrigatória quando o valor total em um mesmo banco seja superior a R$ 1 milhão.
Na hora de aplicar, procure o gerente de sua conta ou de outro banco e negocie.
d) Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) 
A LCA é um título de crédito nominativos, vinculado a direitos de crédito originários de negócios realizados no agronegócio. Sua emissão é exclusiva de instituições financeiras.
b) Letra de Crédito Imobiliário (LCI) 
A LCI é um título lastreado por créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de imóvel, conferindo aos seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária. Este título pode ser remunerado por taxa prefixada, flutuante, Taxa Referencial (TR), Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), etc. A LCI pode ser emitida por banco comercial, banco múltiplo com carteira de crédito imobiliário, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo, companhias hipotecárias ou outras instituições que venham a ser expressamente autorizadas pelo Banco Central.
Tanto a LCI quanto a LCA são títulos garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de R$ 250 mil. Há diversas ofertas no mercado, mas de maneira geral o valor mínimo de aplicação destes papéis ocorre na faixa de R$ 30 mil a R$ 50 mil e há regras de resgate, como exemplo com resgate mínimo de R$ 5 mil, em múltiplos de R$ 1 mil. O prazo de aplicação não poderá ter limite de vencimento superior ao prazo dos créditos imobiliários que servem de lastro. Uma das vantagens das LCI e LCA é que sua remuneração é isenta de Imposto de Renda para as pessoas físicas. Para aplicar, basta procurar bancos que tenham esse tipo de título e negociar o rendimento.

COMO INVESTIR - 01


Como investir em títulos do governo em cinco passos

Fábio Gallo - O Estado de S. Paulo
30 Setembro 2014 | 08h 06

Veja o passo a passo de como aplicar em títulos públicos do Tesouro Direto e o que você deve saber antes de tomar a decisão de investimento

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Títulos podem ser comprados por meio do site do Tesouro ou do agente de custódia, como um banco ou corretora
O segundo artigo da série "Como investir", sobre os primeiros passos para quem deseja começar a investir, é dedicado aos títulos públicos, um mecanismo fácil, seguro e rentável de guardar uma reserva financeira para o futuro.
Nesta segunda-feira, 29, o portal de Economia & Negócios do Estadão iniciou uma série de artigos sobre como começar a investir. Diariamente, nas próximas três semanas, o internauta interessado a começar a guardar algum dinheiro para planejar o seu futuro terá informações sobre diferentes modalidades de investimentos. Os artigos foram preparados pelo consultor de finanças pessoais, colunista do Estadão e da Rádio Estadão e professor de finanças da FGV, Fábio Gallo. Hoje o tema é o Tesouro Direto.
1º Passo: Saber o que é um título público
Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional e negociados pelo Banco Central no mercado primário, por meio de leilões, para instituições financeiras que, por sua vez, podem negociar esses papeis no mercado secundário para outros agentes.
Pessoas físicas podem também adquirir títulos públicos federais diretamente do Tesouro Nacional por meio do Tesouro Direto, um programa criado em parceria com a BM&FBovespa. Por esse sistema, qualquer pessoa pode montar a sua própria carteira de investimentos de acordo com os seus objetivos, podendo casar prazos e tipos de títulos (pré-fixado ou pós-fixado) de acordo com as suas necessidades. Há títulos públicos federais de curto, médio e longo prazo; prefixados ou pós-fixados, indexados a índices de inflação ou à taxa básica de juros (Selic).
As pessoas físicas podem investir no Tesouro Direto de maneira simples por meio da internet e sem precisar de muito dinheiro para começar. É possível investir a partir de R$ 30. Dessa forma o investidor administra a sua própria carteira podendo escolher prazos e tipos de rendimento que mais sejam adequados aos seus objetivos. Pode inclusive agendar suas aplicações com antecedência e regularidade.
Os títulos do Tesouro Direto permitem que sejam recebidos os rendimentos como estabelecido em cada tipo, sendo que os juros são pagos regularmente em conta corrente até o vencimento. Caso seja necessário, esses títulos podem ser negociados antes do vencimento todas as quartas-feiras, diretamente no site do Tesouro Direto, pelo valor de mercado do dia.
Esse tipo de investimento não oferece risco, pois quem garante os títulos é o Tesouro Nacional. O único risco de perda ocorre quando o investidor precisa vender o título antes do vencimento. Se os juros subirem, o investidor perde o rendimento.
Exemplo: Você comprou um título como a Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) por R$ 683,99 quando a taxa básica de juros Selic estava em 7,25% ao ano. No meio do caminho você precisa vender esse título, mas a taxa Selic subiu para 11% ao ano. Significa que o preço de revenda será de R$ 459,97. Portanto, você deixa de ganhar R$ 224,02, ou 32,75%. Ao longo do período você recebe os juros combinados normalmente e com correção monetária pelo IPCA.
2º Passo: Conhecer os principais títulos públicos em circulação
Os títulos atualmente negociados são:
A)   LTN - Letra do Tesouro Nacional
+  O investidor sabe exatamente a rentabilidade a ser recebida até a data de vencimento.
+  Mesmo tratando-se de renda fixa, o investidor que decidir negociar o título antes do vencimento, podendo ter perdas, pois o valor dos títulos dependerá das condições de mercado na data de liquidação. Por outro lado, o investidor que esperar até a data de vencimento receberá o total da rentabilidade bruta definida no ato da compra.
+  O título apresenta rendimento nominal (taxa fixa), portanto, caso a inflação do período seja maior haverá perda de poder aquisitivo.
B)   LFT - Letra Financeira do Tesouro
+  A LFT é um título pós-fixado, cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic. Sua remuneração é dada pela variação da Selic diária registrada entre a data de liquidação da compra e a data de vencimento do título, acrescida, se houver, de ágio (vendida acima do valor nominal) ou deságio (vendida abaixo do valor nominal) no momento da compra.
+  A LFT possui fluxo de pagamento simples, ou seja, o investidor faz a compra e recebe o rendimento apenas uma vez, na data de vencimento do título, junto com o valor do principal.
+ Na ocorrência de deságio, o investidor recebe a Selic mais o valor do deságio. Na hipótese de ágio, o investidor recebe a Selic menos o ágio. Esta informação pode ser encontrada na tabela de preços e taxas dos títulos.
C)   NTN - Nota do Tesouro Nacional
+  O rendimento com taxa de juros é definido no momento da compra, mais a variação do IPCA e o pagamento de juros é feito semestralmente se for a Nota do Tesouro Nacional Série B, ou NTN-B. Os prazos de vencimento variam. Hoje há ofertas para resgate entre 2015 e 2050.
+  Outra opção é o pagamento de juros acumulados somente no vencimento. Nente caso, trata-se da NTN-B Principal. Os prazos são variáveis. Hoje há ofertas para resgate entre 2015 e 2050.
+ A NTN-C oferece rentabilidade com juros mais variação do IGP-M. A diferença em relação à NTN-B é somente em relação ao indexador da inflação.
+ A NTN-F é um título com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o principal é recebido no vencimento. O investidor sabe exatamente a rentabilidade a ser recebida até a data de vencimento.
Nessa aplicação, é possível saber o retorno no momento do investimento. Basta olhar na tabela. Por exemplo: uma NTN-B com vencimento em 2035 oferece a rentabilidade de 6,07% ao ano mais variação do IPCA. Isto significa que, caso o investidor resgate esse título em maio de 2035, na data de vencimento, ele terá tido de retorno anual 6,07% (bruto), mais a variação do IPCA do período.
3º Passo: Como começar a investir no Tesouro Direto
Basta fazer o cadastro. Para isso, o investidor deve ter CPF e uma conta corrente em alguma instituição financeira. O interessado precisa também se cadastrar em um agente de custódia, que são instituições financeiras habilitadas a operar com o Tesouro Direto. A relação completa pode ser encontrada no site do Tesouro Direto. Após esse cadastro você receberá, via e-mail, a senha de acesso à área restrita do Tesouro Direto. Na área restrita do investidor poderão ser realizadas as operações de compra e venda, consulta de saldos e extratos.
4º Passo: Como comprar e vender títulos públicos?
Existem duas modalidades de aplicação no Tesouro Direto:
A) Investimento Tradicional: São as operações de compras e vendas que podem ser realizadas a qualquer momento do dia, dentro do período de funcionamento do programa. O investidor deve acessar o sistema pelo site do Tesouro Direto ou da sua instituição financeira e escolher entre os títulos disponíveis para compra aquele que melhor se encaixa na sua carteira para obtenção dos seus objetivos financeiros. O valor da compra poderá ser ajustado pela quantidade de títulos desejada ou pelo montante total a ser investido. A operação de venda é realizada da mesma maneira. Nos dias de recompra, às quartas-feiras, basta acessar a área restrita do site e escolher a quantidade desejada de títulos que deseja vender.
B) Investimento Programado: Permite que o investidor agende de compras e vendas e a reaplicação automática dos juros semestrais dos títulos (cupons) e do valor a ser resgatado nas datas de vencimento. No caso de novas compras, pode ser agendada a compra de um título ou de uma composição de títulos durante o período que determinar. A programação será feita sempre pelo valor financeiro. No agendamento das vendas, é possível programar antecipadamente o dia de venda de seus títulos, sempre às quartas-feiras, pela quantidade de títulos. Observe que até um dia antes da data agendada para a realização da operação, todos os agendamentos feitos poderão ser consultados, cancelados ou alterados. Caso um determinado título envolvido na programação deixe de ser ofertado, você será avisado por correio eletrônico e poderá refazer sua programação. Se não alterar seu agendamento, este será cancelado automaticamente.
Canais para Aplicação
São três os canais para aplicação no Tesouro Direto, tanto para as compras tradicionais quanto para o investimento programado:
+ Diretamente no site do Tesouro Direto: com a sua senha, você acessa a área restrita do site e realiza a compra e venda de títulos públicos ou sua programação de investimentos.
+ Diretamente no site da instituição financeira: algumas instituições habilitadas integraram seus sites ao do Tesouro Direto, tornando-se um agente integrado. Isso significa que você pode comprar e vender títulos públicos no site da própria instituição financeira, a qualquer momento, com os mesmos preços e taxas do site do Tesouro Direto.
+ Por meio de sua instituição financeira: você autoriza sua instituição a negociar títulos públicos em seu nome.
 Prazo para Repasse dos Recursos
Após a confirmação da compra do título, via investimento tradicional ou programado, o sistema do Tesouro Direto informará a data limite para que os recursos necessários referentes a esta aquisição estejam disponíveis na conta da instituição financeira. Você deverá entrar em contato com a instituição para saber os dados da conta onde irá depositar o dinheiro. Caso você seja cadastrado em uma instituição integrada ao sistema do Tesouro Direto e realize a compra no site do próprio agente, consulte-o para se informar sobre a data de depósito dos recursos.
Quando ocorrer o vencimento de um título ou o pagamento de cupom de juros, os recursos estarão disponíveis no seu agente a partir de 13 horas do mesmo dia do pagamento. Já os recursos financeiros resultantes da venda antecipada de títulos estarão disponíveis na instituição a partir de 13 horas do dia seguinte da venda. No entanto, nos dois casos, a data e o horário de depósito em sua conta dependerão dos procedimentos operacionais da instituição.
5º Passo: Quais os custos e tributos?
Nas aplicações no Tesouro Direto há a incidência de Imposto de Renda com a mesma tabela dos outros títulos de renda fixa:
+ 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
+ 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
+ 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
+ 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.
Os impostos são incidentes sobre os rendimentos financeiros em caso de venda antecipada, no pagamento de cupom de juros (O IOF não incide sobre os cupons de juros; somente o IR) e no vencimento dos títulos.
Além do custo do IR, há duas taxas cobradas no Tesouro Direto:
+ Taxa cobrada pela BM&FBovespa
+ Taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.
+ Taxa cobrada pela instituição financeira, que depende de acordo com a casa. O ranking com as taxas cobradas por cada instituição pode ser encontrado no site do Tesouro Direto.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

11 superalimentos

Lentilhas

Lentilha - foto: Getty Images
A lentilha é muito requisitada nas festas do final de ano. Mas, depois, passa o resto do ano esquecida. Uma injustiça, já que é um alimento ideal para a dieta a para a saúde, pois é rica em proteína vegetal, que ajuda na formação e no fortalecimento da massa muscular e na cicatrização de ferimentos. "A lentilha tem também alto teor de fibras, vitaminas e ferro e pouca gordura, sendo ótima substituta para o feijão do dia a dia, por exemplo", a nutricionista Roberta de Lucena Ferreti, da Unifesp.

Batata doce

Batata doce - foto: Getty Images
Muitas vezes elas são vistas com olhares tortos e cara feia. Alguns acham estranho o fato de ser doce e outros, ainda, acham que ela tem grande quantidade de calorias e por isso precisam ficar longe do prato. Mas, mesmo sendo cerca de duas vezes mais calórica do que a batata normal e que tenha também mais carboidratos, a batata doce é uma ótima fonte de vitamina C, fibras e potássio, diferente da batata convencional. Além de muito versátil - pode ser usada em pratos doces e salgados -, ela é amiga do verão, pois é fonte de betacaroteno, o componente que potencializa o bronzeado.

Inhame

Inhame - foto: Getty Images
Ele é uma importante fonte de proteínas, potássio e fósforo, podendo ser usado para prevenir doenças como osteoporose, artrite e cálculos renais. Fonte de carboidratos e fibras, pode ser uma opção para pães, massas, cereais e todos os tipos de tubérculos e raízes. Além disso, o consumo desses minerais ajuda a manter a memória funcionando mesmo depois da velhice. O melhor jeito de consumi-lo é cozido. Mas é importante que ele não fique muito tempo no fogo, para que não haja uma perda de nutrientes e vitaminas.

Rabanete

Rabanete - foto: Getty Images
Rosa por fora e branquinho por dentro, o rabanete é um legume benéfico graças às suas propriedades medicinais. Ele estimula as funções digestivas, limpa as vias respiratórias e ainda dá uma força ao sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Roberta de Lucena, isso acontece graças à grande quantidade de vitaminas e minerais, como cálcio, potássio, magnésio e fósforo.

Nêspera

Nêspera - foto: Getty Images
Popularmente chamada de ameixa-amarela, esta fruta é rica em vitamina C e sais minerais, como o cálcio e o fósforo. Outra propriedade da nêspera é controlar os níveis de gordura no sangue e diminuir a resistência à insulina, atuando assim na prevenção contra diabetes. "Estudos ainda indicam que a nêspera apresenta triterpenos, substâncias que modulam a formação de óxido nítrico, que age nas vias respiratórias e tem efeito que pode ser benéfico no controle de bronquite, além de auxiliar no tratamento de doenças alérgicas inflamatórias como asma, rinite e sinusite", explica Bárbara.

Acelga

Acelga - foto: Getty Images
Também conhecida como couve-chinesa, essa hortaliça é extremamente versátil, pois dela aproveita-se tanto talos quanto as folhas. Além disso, ela fica ótima crua e também refogada com azeite e alho. "Além de proteger o fígado, a acelga auxilia no controle do diabetes, pois apresenta fibras e possui substâncias que causam regeneração das células do pâncreas, que é o local onde há a produção de insulina", explica a nutricionista Bárbara Rescalli Sanches, da Clínica Damasceno.

Além disso, a acelga também é fonte de vitamina A e C. Quem tem tendência a desenvolver cálculos renais, precisa maneirar na quantidade consumida desse alimento. "Há grande quantidade de oxalato na acelga, substância que pode se ligar ao cálcio e formar pedra no rim", explica nutricionista.

Beterraba

Beterraba - foto: Getty Images
Ela também está entre os rejeitados. Mas o que poucos sabem é que ela é uma grande aliada no combate ao cansaço. Pesquisadores da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha) descobriram que o nitrato encontrado nela ajuda a reduzir o consumo de oxigênio e, portanto, desacelera o ritmo do processo que leva ao cansaço. Por isso, eles recomendam um copo de suco de beterraba antes de praticar atividades.

Nabo

Nabo - foto: Getty Images
Este vegetal carrega doses de vitamina C, cálcio e potássio. "Estudos mostram que possui uma substância que pode prevenir certos tipos de câncer", explica a nutricionista Daniela Cyrulin. As folhas do nabo constituem um excelente alimento com alto teor de vitamina A, vitaminas do complexo B e de vitamina C. Além disso, suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal, o que ajuda a digestão.

Chicória

Chicória - foto: Getty Images
Ela é rica em oligossacarídeos, substâncias que não são totalmente digeridas pelo organismo e servem de alimento para as bactérias benéficas intestinais, são os chamados prebióticos. "Esta substância auxilia no bom funcionamento intestinal, tratando casos de intestino preso, diminui os níveis de toxina no intestino, auxiliando na prevenção de cânceres", explica Bárbara Rescalli Sanches.

Também melhora a absorção de minerais e controla os níveis de triglicérides no sangue. Outra vantagem é a sua capacidade de desintoxicação, ou seja, auxilia na eliminação de toxinas no organismo. Além disso, constitui uma importante fonte de vitaminas A, B, C e D e de sais minerais. É de baixo valor calórico, sendo excelente para utilizar nas dietas de emagrecimentos. O melhor modo para ela ser consumida é crua, para melhor aproveitar o seu valor nutritivo.

Pitanga

Pitangas - foto: Getty Images
Essa pequena fruta vermelha se destaca pela quantidade de cálcio que carrega, fósforo e ferro, além de vitaminas A e C, indicando seu elevado poder antioxidante o que faz dela uma poderosa aliada para os ossos, ajudando a prevenir doenças como osteoporose. Segundo Bárbara Rescalli, ela também é rica em licopeno, importante na prevenção de uma série de cânceres, como o câncer de próstata, pulmão e estômago. Para consumir essa fruta, é preciso tomar cuidado com os fungos, que se reproduzem na casca da fruta. Observe se a casca não está com uma textura áspera ou com uma cor diferente.

Cará

Cará - foto: Getty Images
Esse tubérculo é o primo menos famoso da batata. Por ter o gosto muito parecido com o de um alimento tão popular, o cará foi deixado de lado, e poucas pessoas o colocam no prato. De acordo com Bárbara Rescalli, o cará é uma fonte de carboidratos que pode ser utilizado para a recuperação muscular após uma atividade física. Também traz benefícios para o sistema imunológico e inibe a ação maléfica de radicais livres.

Vantagens do chá verde.


1. Chá de saquinho é menos eficiente

Chá de saquinho - Foto Getty Images
O chá verde é preparado a partir brotos e folhas de uma erva chamada Camellia sinensis."Basta colocar água para ferver e assim que começar a borbulhar, apagar o fogo e acrescentar a erva, deixando me infusão por três minutos", explica nutricionista Débora Razera Peluffo, de Caxias do Sul.

Nesse processo, todas as propriedades das folhas da erva passam para a água. Já, quando o chá é feito com o saquinho industrializado, parte das propriedades se perdem, porque o pacotinho leva uma mistura com o caule da planta, com menos nutrientes

Existe a melhor hora para tomar o chá

Relógio chá - Foto Getty images
Um cuidado para o consumo é o horário em que o chá verde é ingerido. "Assim como o café, ele não deve ser tomado logo após as refeições. A cafeína, presente nas folhas do chá, prejudica a absorção de ferro e vitamina C pelo organismo. Por isso, é preciso esperar pelo menos uma hora antes de consumir chá verde", explica a nutricionista Daniela Jobst.

Acabe com o gosto amargo

Chá com hortelã - Foto Getty Images
Uma solução para acabar com o sabor forte do chá é adicionar alguns outros ingredientes à receita. Uma boa dica é acrescentar duas colheres de sopa de mel, que deixará o chá com um sabor mais adocicado. Basta, após o preparo do chá, batê-lo no liquidificador com duas colheres de mel. Mas é preciso ter cuidado, já que o mel é bastante calórico e rico em açúcar.

Outra opção é bater o chá no liquidificador com frutas, como morango, amora, maçã verde, laranja e uva. Ou simplesmente adicionar as frutas, gotas de limão ou ervas mais suaves (como hortelã e capim cidreira) na hora da infusão.

Alerta para a cafeína

Chá dor de cabeça - foto getty images
A ressalva para o consumo desse chá vai para as pessoas sensíveis à cafeína, substância presente em sua composição. Com efeito estimulante sobre o sistema nervoso, a cafeína pode causar dor de cabeça, agitação, irritação e aumento do ritmo cardíaco. "Pessoas sensíveis à substância podem sofrer com esses sintomas se ingerirem quantidades superiores a um litro por dia", diz a nutricionista e clinica funcional Camila Duran, da Clínica Pedrinola & Rascovski. Quando comparado com outras bebidas quentes, o chá verde apresenta níveis menores desse componente - são 3 mg para cada 50 ml. Compare a quantidade de cafeína contidas na mesma dose de:

Café: 25-50 mg
Capuccino: 25-50 mg
Chá preto: 10 mg

Acelera o metabolismo

metabolismo - foto getty images
O chá verde contém grandes quantidades de antioxidantes e outras substâncias, como a própria cafeína, que favorecem o gasto de energia pelo organismo. "São propriedades que aceleram o metabolismo e favorecem a queima de gorduras", diz a nutricionista Daniela Jobst. De acordo com a nutricionista, a recomendação diária, nesse caso, varia de cinco xícaras a um litro. Mas para obter os resultados de perda de peso, o consumo deve levar no mínimo três meses seguidos. "A temperatura do chá não interfere no resultado, podendo ser quente ou fria", explica.

Protege o coração

chá verde coração - Foto Getty Images
"O chá verde ajuda a proteger a saúde do coração, diminuindo as chances da formação de coágulos nas artérias, graças aos flavonoides que carrega"", explica a nutricionista Daniela Jobst. Os flavonoides também mantêm as artérias mais flexíveis, suavizando os impactos das constantes mudanças da pressão arterial. Para sentir esse efeito, é necessário consumir ao menos três xícaras da bebida por dia.

Bebida antienvelhecimento

Mulher tomando chá- Foto Getty Images
Por ter um poderoso efeito antioxidante, o chá verde impede a ação dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce das células. "Nutrientes como carotenos, vitaminas C e E, presentes nas folhas, favorecem a elasticidade da pele e previnem as rugas", diz Daniela Jobst.

Reduz o colesterol ruim

chá verde - Foto Getty Images
Um estudo feito pela Universidade do Paraná mostrou que pessoas que tomam chá verde têm mais chances de diminuir os níveis de colesterol ruim do sangue, o LDL, se comparadas as pessoas que não consomem a bebida. Segundo o estudo, o chá verde sozinho não deve ser usado como medida para o controle do colesterol, mas deve ser um aliado de uma alimentação com baixo teor de gorduras saturadas e grande quantidade de vitaminas e minerais.

Fortalece o sistema imunológico

Gripe- Foto Getty Images
O chá verde contém polifenois, vitaminas C, K, B1 e B2, manganês, potássio e ácido fólico. "Todas essas substâncias melhoram o funcionamento do sistema imunológico, prevenindo infecções, inflamações, cáries e muitas doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos", diz a nutricionista Camila Duran.

Protege contra o câncer

Mulher tomando chá- Foto Getty Images
A prevenção contra o câncer é outro benefício do chá verde. "Além da catequina, um poderoso antioxidante que impede que a proliferação das células aconteça de maneira desregular, o chá verde é rico em bioflavonoides. Essas duas substâncias bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores", diz a nutricionista e clinica funcional Camila Duran, da Clínica Pedrinola & Rascovski.

Esse resultado foi observado em um estudo feito pela Universidade do Estado de Luisiana, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, pacientes diagnosticados com câncer de próstata que tomaram quatro cápsulas por dia de um ativo denominado Polifenol E - um montante equivalente a cerca de 10 xícaras de chá verde tiveram uma redução na proliferação de células cancerígenas em até 30%.

Afasta a depressão

Afasta a depressão - Foto Getty Images
Segundo um estudo publicado American Journal of Clinical Nutrition, pessoas que tomam chá verde com frequência estão 44% menos propensas a ter depressão. Essa propriedade está ligada ao aminoácido chamado theanina, encontrado no chá verde e que tem efeito tranquilizante. De acordo com os cientistas, é preciso tomar de três a quatro xícaras do chá diariamente para observar tal proteção.

7 alimentos para combater o gordura localizada

Sete alimentos para combater a gordura localizada

Faça a escolha certa e acelere os resultados no seu plano para secar a barriga

POR MANUELA PAGAN - ATUALIZADO EM 19/11/2014
As calorias de sobra que foram consumidas durante anos não dão trégua: a gordura localizada no abdômen denuncia que faltou cuidado com a dieta e que os exercícios foram deixados de lado ou praticados com menos intensidade do que seu corpo merecia. "Na maioria das vezes, este acúmulo de gordura vem da ingestão de carboidratos simples, presentes em pães, massas, doces, refrigerantes, e bebidas alcoólicas", afirma a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Além do incômodo estético, a barriga costuma ser um fator de risco para a saúde cardiovascular - reduzir medidas abdominais, portanto, não significa apenas caber num manequim menor. Colesterol, hipertensão e outros problemas de saúde também são benefícios que você passa a usufruir. Se esta meta está na sua lista, alguns alimentos podem ajudar: eles aceleram a queima de gordura e combatem o ganho de peso. Fique de olho nas opções que engordam seu prato, mas deixam sua cintura na medida.  

Peixes e frutos do mar

Peixe - foto: Getty Images
A inflamação é um dos principais responsáveis pelo ganho de peso. Peixes e frutos do mar, por serem ricos em ômega-3, um ácido graxo essencial, ajudam a desinflamar as células de gordura, atuando no controle do problema. Além disso, esses alimentos também aceleram a transformação da glicose em energia, impedindo que ela seja estocada sob a forma de gordura. A nutróloga Tamara orienta a inclusão desses alimentos no cardápio pelo menos três vezes por semana.

Óleos funcionais

Óleo de coco - foto: Getty Images
Não é a toa que os óleos funcionais são tão conhecidos quando o assunto é emagrecimento. "Os óleos funcionais atuam no metabolismo das gorduras, aumentando a quebra da dos ácidos graxos para produção de energia e, consequentemente, diminuindo as reservas de gordura", afirma a nutricionista Raquel Maranhão, da clínica BeSlim, no Rio de Janeiro. Entre os mais famosos, estão o óleo de cártamo e o óleo de coco, que agem também na aceleração do metabolismo. Mas também vale destacar o óleo das sementes de gergelim, que previne o armazenamento de gordura corporal através da inibição de fosfodiesterase, uma enzima responsável pelo acúmulo de gorduras no organismo.

Alimentos probióticos

Alimentos probióticos  - foto: Getty Images
A nutróloga Tamara explica que existem várias hipóteses para explicar como os alimentos probióticos auxiliam o emagrecimento. "Alguns lactobacilos produzem um tipo de gordura, o CLA (ácido linoléico conjugado), que é capaz de reduzir o porcentual de gordura", explica a especialista. Além disso, esse tipo de alimento tem como função básica equilibrar a flora intestinal. Um estudo publicado em 2006 pela revista científica Nature mostrou que as bactérias presentes na flora intestinal de pessoas com obesidade é muito diferente da de pessoas com peso adequado. A descoberta sugere que a absorção inadequada de gorduras no intestino, que ocorre nas pessoas com flora comprometida, pode estar relacionada ao ganho de peso.

Abacate

Abacate - foto: Getty Images
A bioquímica e os estudos científicos explicam: justamente pela sua alta concentração de gorduras benéficas, que promovem a saciedade por mais tempo, o abacate pode ajudar a reduzir o peso. Apesar da alta concentração de calorias, elas provêm da gordura monoinsaturada, que ajuda a reduzir o pico de insulina, hormônio que desencadeia o armazenamento das calorias extras sob a forma de gordura localizada. Além disso, o ômega-9 presente ativa outro hormônio, a adiponectina, que induz o corpo a produzir energia a partir dos depósitos de gordura, ou seja, derretendo o que sobra no abdômen. A nutricionista Renata Fidelis, do Spa Sorocaba, recomenda comer três colheres de sopa em dias alternados. "Cem gramas (cerca de três colheres de sopa) de abacate têm 182 calorias, então, quem quer emagrecer não deve abusar do alimento. Comê-lo três vezes por semana é o ideal." 

Frutas vermelhas

Frutas vermelhas  - foto: Getty Images
As frutinhas vermelho-arroxeadas (framboesa, amora, morango, cereja, jabuticaba, mirtilo, melancia e uva roxa) são poderosas aliadas no combate à gordura localizada. A nutricionista Renata explica que existem, nas cascas dessas frutas, substâncias fitoquímicas com ação antioxidante, como a antocianina, que mantém o sistema circulatório eficiente, melhorando a irrigação dos tecidos e ajudando na queima de gordura abdominal. A especialista recomenda o consumo de uma ou duas xícaras por dia, sem adição de açúcar.

Chá verde

Chá verde - foto: Getty Images
Além de atuarem no sistema nervoso central acelerando o metabolismo e aumentando a temperatura corporal, as xantinas (cafeína, teofilina e teobromina) presentes no café, chá verde e preto, mate e chocolate aumentam a mobilização de gorduras estocadas. Os polifenóis, também presentes no chá verde, eliminam radicais livres, o que diminui a oxidação de gorduras. A nutricionista Renata orienta tomar uma xícara de chá de 30 a 40 minutos após almoço e jantar, com cuidado especial para não consumi-lo antes de dormir (o que pode atrapalhar o sono) e se você for hipertenso, porque essas substâncias aumentam a pressão arterial.

Azeite

Azeite - foto: Getty Images
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Salud Carlos III, da Espanha, em parceria com a Universidade de Cambridge, da Inglaterra, aponta que a ingestão diária de azeite evita a formação de gorduras na região da cintura. O estudo foi publicado na revista Diabetes Care e afirma que as gorduras monoinsaturadas presentes do azeite previne o acúmulo de gordura na região.

Renata Fidelis enfatiza que o azeite é um excelente alimento para prevenir doenças cardiovasculares, já que tem componentes anti-inflamatórios que atuam nos vasos, diminuindo a agregação de placas de gordura. Três colheres de sopa por dia do alimento cru (o cozimento transforma a gordura saudável em vilã) são suficientes para colher os benefícios.