Conheça os segredos do cultivo de rosas
Simone Sayegh
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
- Getty Images
Rosas variadas podem ser cultivadas em vaso, mas não toleram compartilhar o espaço com outras plantas
Rosas não foram feitas para resistir a temperaturas muito quentes e nem muito frias, o ideal é que elas estejam entre 17° C e 25° C: "O calor em excesso adianta o florescimento, enquanto o frio atrasa", explica Monaco. Flores de sol pleno, as rosas também demandam a exposição diária à luz solar direta por cerca de seis horas. No entanto, seu cultivo não se resume aos jardins: o plantio de botões em vasos é uma boa pedida para quem tem uma varanda ou um local bem iluminado no apartamento.
Ampliar
"Sempre
que as rosas murcharem, deve-se cortar os galhos para estimular uma
nova floração", afirma a paisagista Marisa Lima. Esta poda, que pode ser
feita em qualquer época e se repetir assim que surge uma rosa seca,
chama-se de manutenção ou limpeza. Nessa ocasião, também devem ser
retiradas as folhas murchas
Leia mais Fabiano Cerchiari/UOL
Leia mais Fabiano Cerchiari/UOL
O primeiro passo é escolher um vaso com boa profundidade, já que as raízes precisam crescer e se desenvolver para melhor absorver os nutrientes e a água do substrato. "Recomendo recipientes com pelo menos 30 cm de altura", indica a agrônoma. A largura (ou o diâmetro), porém, é variável de acordo com a quantidade de mudas e a variedade (tipo de rosa) a ser plantada.
Por exemplo, se você deseja cultivar três mudas, um vaso com 40 cm de diâmetro é suficiente; para apenas uma, utilize um recipiente com 25 cm. Para tipos menores, como a "biscuit" e as mini-rosas, vasos com até 15 litros de capacidade são adequados. Espécies arbustivas e trepadeiras, por sua vez, se dão bem em suportes com cerca de 30 litros. É importante notar que as rosas não devem ser plantadas junto a outras plantas, em um mesmo vaso, pois são muito competitivas quanto à absorção de nutrientes.
O cultivo de roseiras
- SoloAs rosas são tolerantes a todos os tipos de solo, desde que tenham uma boa drenagem e matéria orgânica abundante. A paisagista Irene Cisneros recomenda a mistura de 40% de húmus, 40% de terra orgânica e 20% de areia. Para melhorar a drenagem, a dica é proteger o fundo do vaso com pedrinhas e/ou um pedaço de geomanta.
- Mudas e sementesUma alternativa à terra preparada em casa são os substratos comerciais, ricos em matéria orgânica que podem ser utilizados sozinhos ou misturados com areia e facilmente encontrados em lojas de produtos para jardinagem. Independentemente da escolha do substrato, porém, dê atenção às mudas e sementes, que devem ser de boa procedência, livres de insetos ou doenças.
- AdubaçãoSegundo a engenheira agrônoma, Ludmila Akemi Fukunaga, muitas roseiras não se desenvolvem por conta da adubação incorreta: "Se colocarmos adubo demais, temos queima da raiz e a planta murcha". A adubação orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona é a recomendável para quem está iniciando o cultivo.
- Frequência de adubaçãoAs roseiras podem receber de duas a três adubações por ano: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto) e a segunda entre novembro e dezembro.
- RegasAs rosas devem ser regadas sempre no "pé", junto à base do caule. O hábito de molhar flores e folhas favorece o aparecimento de doenças fúngicas, um dos maiores problemas para as roseiras. A irrigação diária, após o plantio das mudas e até a primeira florada, é recomendável. Depois desse período, basta molhar a planta uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana no verão.
- Melhor período para a irrigaçãoEntre uma rega e outra, a terra deve permanecer ligeiramente seca, pois o excesso de água pode levar ao apodrecimento e até à morte das raízes. O período mais adequado para a irrigação é pela manhã, bem cedinho: esse cuidado ajuda as flores a desabrochar.
- Poda de limpezaApós a primeira floração é necessário fazer uma poda de limpeza, cortando de duas a três folhas abaixo do botão com uma tesoura bem afiada e limpa, na diagonal. Tenha o cuidado de não esmagar o tecido vascular da planta, o que pode promover a entrada de fungos indesejados.









